13 de agosto de 2018 Anne Weege 0Comment

A pintora canguçuense Anne Weege tem ganhado visibilidade internacionalmente pelo seu trabalho. Sua telas estão presentes em exposições na Colômbia e em Nova York.

Além delas, a artista acumulou um número de 3 exposições em um ano no Rio de Janeiro, em locais como o Hiate Clube, o Ministério Público e Ministério da Fazenda. Neste ano (2018), Anne Weege participará do Morar Mais, e estará na próxima edição da Revista Arte Estilo.

 

  “Todo mundo que vê os quadros diz sentir uma leveza e uma alegria muito grande. E esse é meu principal objetivo: encantar o meu espectador. Minha arte é alegre, vibrante e dinâmica”

Aos 40 anos, a pintora autodidata gerencia seu tempo com seus dois filhos pequenos (Ricardo de 5 anos e Bianca de 2 anos), e seu ateliê no Rio de Janeiro.

Anne começou a pintar por hobby, em um curso de pintura grafite e pastel-seco, que fez em 1994 com a pintora Alice Parode, quando ainda morava em Canguçu. Aos vinte anos (1998) mudou-se para Curitiba, depois para Salvador, e por fim, para o Rio de Janeiro, onde mora há 13 anos.

“Eu tinha uma vontade de sair de Canguçu em busca de trabalho e reconhecimento. Quem me conhece sabe que eu buscava algo que nem eu mesma sabia o que era, mas hoje eu entendo. Hoje tudo se encaixa. Estou realizada profissionalmente.”

Em 2015, saiu do escritório de arquitetura, devido a crise do País e após o nascimento da filha, em 2016, Anne começou a se dedicar exclusivamente à pintura.

“Foi meu marido quem me influenciou a pintar profissionalmente. Quando Bianca completou 7 meses, eu comecei a pensar em alguma coisa pra voltar ao trabalho. Foi aí que surgiu a pintura.”

Em entrevista ao Jornal Canguçu Notícia, a pintora explicou o processo de criação de suas telas: “Primeiro, eu imprimo a foto em preto e branco, escolho as cores e jogo na tela, misturo e espero a secagem, e só depois desenho por cima, para então depois pintar;” Os resultados são belíssimos registros trabalhados com cores maciças e muita textura.

“No começo, quando eu ainda morava em Canguçu, eu retratava a realidade. Atualmente adotei como estilo o realismo espontâneo, que não necessita de fidelidade de cores, e foi criado pelo artista austríaco Vocca. Difícil é fazer o que faço hoje, pintar a realidade com outras cores, que não são as que estou vendo, porque a cor tem volume. Então se você coloca um volume ou uma sombra onde não existe, você corre o risco de deformar o que você está pintando. É preciso conhecer muito as cores para não criar essa confusão ao espectador.”

 

  A pintora explicou ainda as principais vertentes de seu trabalho: retratos de pessoas, animais e celebridades; paisagens e esportes. Sua primeira exposição intitulada “Rio Rostos” retratava os pontos turísticos do Rio e diversas celebridades.

Segundo a pintora, sua próxima exposição, intitulada “Gol de Placa” busca retratar os 5 anos em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo, além dos momentos marcantes dos clubes do Rio de Janeiro e dos 2 maiores do Rio Grande do Sul (Inter e Grêmio). “Sou gremista e fiquei mais conhecida aí porque dei um presente pro Renato Gaúcho. Ele gostou tanto que levou para a imprensa.”

“Artistas nascem em qualquer lugar. E Canguçu acolhe bem essa cultura. A minha dica para quem busca pelos sonhos é: procure um diferencial. Fazer o que todo mundo está fazendo não é legal. Você tem que buscar algo diferente, senão cai na mesmice”.

Anne contou ainda que ao menos duas vezes no ano vem à Canguçu visitar a família. Seu pai, Nair Cardoso, é cabeleireiro do Salão Central, há mais de 40 anos.

“Tenho ótimas lembranças de Canguçu, da minha infância e adolescência. A cidade mudou muito nesses 20 anos. O comércio cresceu bastante; agora tem muita coisa que antes a gente só via em cidade grande. As empresas estão cuidando mais do atendimento, buscando inspiração nas de fora. Canguçu evoluiu bastante nesse sentido.”

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